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Chacina de Ibaretama: vereadora e mais quatro acusados vão a Júri Popular

 A Justiça do Ceará, por meio da 1ª Vara Criminal de Quixadá, pronunciou cinco acusados de envolvimento na Chacina de Ibaretama, que resultou na morte de sete pessoas, entre elas uma criança de 6 anos de idade. Uma oitava vítima sofreu tentativa de homicídio no crime, registrado na localidade de Pedra e Cal, no dia 26 de novembro de 2020. A decisão da Justiça foi proferida no dia último dia 6 de outubro, por meio do juiz Welithon Alves de Mesquita. Os réus vão a Júri Popular, que é formado por sete jurados que decidem se os acusados são culpados ou inocentes. Em 2021, a Justiça aceitou novas provas contra os reus.


Uma vereadora do município, Edivanda de Azevedo, está entre os reús. Além da parlamentar, foram pronunciados Francisco Victor Azevedo Lima, Kelvin Azevedo Lima, Wandeson Delfino de Queiroz, vulgo "Interior", e João Paulo de Oliveira Campelo. Conforme a denúncia, as vítimas estavam reunidas em uma casa quando os executores cercaram a residência e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O que motivou os crimes teria sido a disputa por território de organizações criminosas que agiam nas redondezas da localidade. 


As pessoas teriam sido mortas por residirem em uma área dominada pela facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). As vítimas foram identificadas como Luana Melo da Costa, Osaldo da Silva Lima, Wellington Lima Silva, Eduardo de Lima Silva, Francisco Gabriel Pereira da Silva, Edinardo de Lima Silva e Willian Silva Rodrigues, este último a criança de 6 anos.  De acordo com a denúncia, Wanderson seria um dos responsáveis pela chacina. Ele é apontado como ex-integrante da facção GDE que passou a integrar o Comando Vermelho (CV). Depois disso, ele teria se mudado do Sertão Central para a comunidade da Rosalina, em Fortaleza. 


Os filhos de Edivanda haviam mantido contato com Wanderson no dia da chacina de Ibaretama, conforme a denúncia, e a partir daí foram relatados depoimentos de que a parlamentar estava envolvida na ação.  O inquérito policial aponta que Wandeson exercia posição de chefia em grupo criminoso. Os irmãos Kelvin e Victor teriam fornecido água e comida para o bando chefiado por ele após o crime, além de Edivanda. 


Autor Jéssika Sisnando

Fonte - O Povo Online

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