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Dengue: Ceará tem mais de 13 mil casos confirmados em 2026: Até o momento, 2026 já registra 22 mortes

O Ceará registrou 13.226 casos confirmados de dengue em 2026. Conforme dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), até esta sexta-feira, 4, foram contabilizadas 43.362 notificações da doença. 

Desse total, 18.141 casos são considerados prováveis e 25.221 foram descartados após investigação epidemiológica. Entre os casos confirmados, 35 evoluíram para a forma grave da doença.Além do avanço no número de infecções, o Estado confirmou 22 óbitos em 2026. Outros três casos estão sob investigação.Mortes já ultrapassaram todo o ano de 2025Até o momento, 2026 já registra 22 mortes por dengue, número superior ao contabilizado durante todo o ano de 2025, quando foram confirmados apenas três óbitos.

As mortes ocorreram nos municípios de Aracati (1), Beberibe (1), Caucaia (2), Crato (1), Eusébio (1), Fortaleza (2), Iguatu (1), Jaguaribara (1), Jardim (1), Juazeiro do Norte (1), Limoeiro do Norte (1), Maracanaú (1), Pereiro (1), Sobral (3), Tabuleiro do Norte (2) e Tianguá (2).Circulação viral e chuvas favorecem avanço da dengueDe acordo com Ana Cabral, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, o aumento no número de casos confirmados e de notificações de dengue no Ceará está relacionado principalmente à combinação de dois fatores.

“Um dos principais fatores que a gente atribui a esse aumento é a questão da própria circulação viral, com o deslocamento de pessoas de uma região para outra. Além disso, temos o prolongamento da quadra chuvosa até o mês de setembro", explica. "Essa combinação de chuva com dias de sol e calor cria o ambiente ideal para a proliferação do mosquito”. 

Segundo a coordenadora, o crescimento dos registros vem sendo observado de forma mais intensa nas últimas cinco semanas, principalmente na Região Norte e no Litoral Leste do Vale do Jaguaribe.O sorotipo 2 continua sendo o principal responsável pelos casos registrados no Estado em 2026. Entretanto, Ana explica que a circulação de outros sorotipos, como o 1 e o 3, pode aumentar a possibilidade de novas infecções e de evolução para formas graves da doença.

“Quando se tem uma co-circulação de vários sorotipos, podemos ter populações mais suscetíveis a um ou outro. Então, quando tem a circulação de mais de um sorotipo, a gente tem que intensificar esse monitoramento, porque pode acontecer de uma população ser imune a um sorotipo, mas ainda ser suscetível a outro”.

Reportagem complena no O Povo Online - Clique AQUI.

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