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Polícia Federal prende policiais milicianos do Ceará suspeitos de assassinatos em Pernambuco. Oito mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Brejo Santo, Crato e Porteiras.

 A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (12) a Operação Metástase, para desarticular uma associação criminosa miliciana, com características típicas de grupo de extermínio, integrada por policiais militares e civis do Ceará, Paraíba e Pernambuco. Foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, como sequestro de bens dos principais investigados. No Ceará, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão contra policiais nas cidades de Brejo Santo, Crato e Porteiras, no interior do Estado.Os outros mandados foram nas cidades pernambucanas de Serra Talhada, Salgueiro, Ouricuri, Belém de São Francisco e Parnamirim. Entre os alvos está um político da Câmara Municipal de Parnamirim.

Além de homicídios, os policiais investigados são suspeitos de agiotagem, extorsão, segurança privada ilegal e jogos de azar. — Foto: Polícia Federal/ Divulgação O grupo, especializado na prática de assassinatos e outros crimes, atuava na região do sertão de Pernambuco, especificamente nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Ouricuri e Parnamirim. Pelo menos 11 alvos da operação possuem certificado de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC). A Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que não sabe informar se os alvos da operação no estado são policiais civis ou militares. 

Conforme a PF, os policiais investigados são suspeitos de associação para constituição de milícia privada, homicídio, agiotagem, extorsão, segurança privada ilegal e jogos de azar. Em caso de condenação, os crimes podem resultar em pena de 40 anos de reclusão.

Os presos passarão por audiência de custódia e serão encaminhados para o Centro de Reeducação da PM (CREED) e para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (COTEL), ambos em Pernambuco. O nome da operação faz analogia à capacidade de espalhamento do câncer por outros órgãos do organismo humano.

Foto: Polícia Federal/ Divulgação

Fonte - G1CE

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