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Primeiro bimestre da quadra chuvosa no Ceará supera igual período do ano passado

 

primeiro bimestre da quadra chuvosa no Ceará chega ao fim nesta quinta-feira (31) com bons índices. Entre fevereiro e março, choveu o acumulado de 327,8 milímetros o que representa pluviometria 1,8% acima da média histórica para o período, que é de 322 mm.

Este volume acumulado é superior ao registrado em igual período do ano passado. Entre fevereiro e março de 2021, a Funceme contabilizou pluviometria de 313,7 milímetros, ou seja, quase 3% abaixo da normal climatológica para o período. 

Os índices de 2022, no entanto, poderiam ser ainda melhores não fosse o pouco volume acumulado ao longo de fevereiro. O Ceará vinha de quatro meses consecutivos com registros acima da média histórica (outubro, novembro, dezembro e janeiro), até que no mês passado choveu apenas 64 mm, representando 46% abaixo da média histórica.

Já as chuvas deste mês de março foram intensas. Em quase meio século (1973 em diante), março de 2022 ficou atrás apenas de 10 anos, podendo, inclusive, superar alguns desses índices quando contabilizado as chuvas de amanhã, como são os casos dos anos de 1975 e 2003, que estão sensivelmente à frente de 2022 e devem ser ultrapassados. Os dados, extraídos na manhã desta quarta-feira (30) do portal da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), são parciais e podem sofrer atualização até o fim da quadra.

Primeiro trimestre de 2022

Quando incluído o mês de janeiro - que não faz parte da quadra chuvosa e, sim, da pré-estação - os dados também ficam acima da média no Ceará. O primeiro trimestre de 2022 está com 16,6% acima da média. Até hoje, dia 30, a Funceme já contabiliza o acumulado de 490,6 mm, frente à normal climatológica de 420,8 mm. Em igual intervalo do ano passado, esses índices eram inferiores. O primeiro trimestre de 2021 fechou com volume acumulado de 359,6 mm, isto é, quase 15% abaixo da média.  

O que esperar para abril?

Março é o mês com maior média histórica de chuvas no ano. Abril vem logo em seguida, com segundo melhor normal climatológica. Historicamente, chove em média 188 milímetros neste período.

Portanto, as chuvas volumosas que banham parte do Ceará nos últimos dias podem continuar nas próximas semanas. Em maio, mês que fecha a quadra chuvosa, a média pluviométrica histórica é de 90,6 mm.

A previsão da Funceme para o primeiro dia de abril é de "céu variando de nublado a parcialmente nublado com chuva em todas as macrorregiões". No final de janeiro deste ano, o órgão meteorológico divulgou prognóstico para o trimestre fevereiro-março-abril. A leitura inicial da Funceme era de probabilidade de que as chuvas pudessem ficar 40% acima da média, 40% em torno dela e ainda 20% de chances de precipitações abaixo da normal climatológica.

A média acumulada para este trimestre é de 510,1 mm. Como, atualmente, o acumulado de fevereiro e março é de 327,8 milímetros, caso abril registre chuvas em torno da normal climatológica, o intervalo fevereiro-março-abril deverá ter chuvas acima da média, superando novamente o ano passado, cujo período fechou com chuvas 14% abaixo da normal neste referido trimestre.

Distribuição pluviométrica

Das oito macrorregiões do Estado, quatro ficaram com acumulado abaixo da média neste primeiro bimestre da quadra chuvosa. A macrorregião com melhor volume até então é o Litoral de Fortaleza, com 500,1 mm, o que representa 30% acima da média histórica (384,5mm). Já a macrorregião com menor índice acumulado é o Sertão Central e Inhamuns, cujo volume até esta quarta-feira (30) é de apenas 235,9 milímetros, o que indica chuvas 12,5% abaixo da normal climatológica (269,5 mm).

  • Litoral de Fortaleza: 500,6 mm (30,2% acima da média)
  • Cariri: 469,1 mm (25,4% acima da média)
  • Maciço de Baturité: 383,6 mm (17,6% acima da média)
  • Litoral Norte: 370,3 mm (11,1% abaixo da média)
  • Litoral de Pecem: 365,3 mm (3,1% acima da média)
  • Ibiapaba: 357,8 mm (2,5% abaixo da média)
  • Jaguaribana: 278,6 mm (5,6% abaixo da média)
  • Sertão Central e Inhamuns: 235,9 mm (12,5% abaixo da média)

Foto: Fabiane de Paula. Diário do Nordeste 

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