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No Ceará, 147 cidades têm menos de 50% das crianças com cadastro confirmado para vacina da Covid; Catarina tem 657 cadastrados e 471 confirmados, 31,89%, diz Secretaria de Saúde do Estado.

 Assim como ocorreu com as demais faixas etárias, para que as crianças de 5 a 11 anos tenham acesso à vacina contra a Covid no Ceará, é necessário que estejam cadastradas no sistema digital da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). O pré-requisito garante, dentre outros, controle sobre as doses a serem entregues à cidade e o número da população imunizada.

No Estado a vacinação desse público começou sábado (15), mas, para que tenha agilidade, os cadastros precisam ser ampliados. Dos 184 municípios cearenses, em 147, menos de 50% das crianças foram confirmadas até agora para receber o imunizante. No Estado, a estimativa é que há, ao menos, 904.624  crianças enquadradas na faixa etária de 5 a 11 anos, conforme dados projetados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e usado como referência pela Sesa. 

Até o momento, 426.305 delas foram cadastradas pelos responsáveis. Mas, apenas 324.241 tiveram o email confirmado. Só essa etapa finalizada é possível, de fato, considerar que o registro no sistema digital foi efetivado. 

Com isso, até o momento, a cada 10 crianças, 3 constam com cadastro confirmado no registro de vacinação contra a Covid no Ceará.

Os cadastros de crianças estão liberados no Saúde Digital desde o dia 16 de dezembro, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu pela inclusão da faixa etária no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Em relação às cidades, 37 delas já têm mais de 50% das crianças entre 5 e 11 anos cadastradas e confirmadas. Mas, em outras 147 esse processo ainda não alcançou metade da população. Até agora, 19 municípios sequer atingiram a marca de 20% dos cadastros com confirmação. 

Até a manhã desta terça-feira (18), Guaramiranga, Santana do Cariri, Reriutaba e Ipaporanga e Pires Ferreira são as cidades com maior proporção de crianças com o cadastro já confirmado, portanto, aptas a receberem o imunizante. Nestas cidades, Guaramiranga, Reriutaba e Ipaporanga já publicaram que deram início à vacinação pediátrica. 

Múltiplas estratégias para o cadastro

Em Reriutaba, a secretária de Saúde, Karine Martins, explica que, diante das características do município, foi preciso “traçar parcerias para viabilizar o cadastro”.

Temos uma parte da população que tem acesso à internet e outra não. E não tem celular e computador. Então foi preciso viabilizar equipes para que estivessem junto com os agentes de saúde. E cada unidade de saúde tem uma pessoa para fazer o cadastro
KARINE MARTINS
Secretária de Saúde em Reriutaba

Na cidade, garante ela, também foram adotadas:

  • Busca ativa de casa em casa com meta diária estipulada;
  • Uso da rádio para sensibilizar a população;
  • Trabalho compartilhado com as secretarias, como a de Educação.

No município, na hora da matrícula é exigido dos pais a comprovação do cadastro no Saúde Digital. Se a criança não tiver, o cadastro é realizado na própria escola. De acordo com a secretária, o maior desafio foi a sensibilização quanto à necessidade de vacinar. Karine relata que ainda há pais resistentes à aplicação do imunizante.

“Mas isso tem se tornado cada vez menor. A gente conversa. Tem uma equipe para conversar com aquele pai, aquela mãe que não aceita o cadastro. Quando a gente encontra pessoas assim, a gente chama uma equipe para conversar com eles”. 

Todas as cidades já receberam as doses iniciais

As 184 cidades cearenses já receberam, no último sábado (15), as doses iniciais para vacinar crianças de 11 a 10 anos, afirma a presidente do  Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE), Sayonara Cidade. O cadastro no Saúde Digital serve, justamente, para determinar as quantidades a serem enviadas. 

Em alguns casos, a população estimada pode ser inferior à quantidade real de habitantes naquela faixa etária. Nessas situações, as gestões, com base nos cadastros, acionam à Sesa.

Conforme Sayonara, a vacinação além de garantir segurança e proteção às crianças, é uma estratégia para o retorno seguro às salas de aula. 

Ela também reitera a necessidade de os pais realizarem o cadastro, e especifica que as crianças que têm comorbidade terão prioridade no processo, desde que estejam registradas no sistema digital.

Sayonara acrescenta que algumas cidades ainda não iniciaram a vacinação pois, com a alta dos casos de Covid estão afetadas pelo adoecimento nas equipes. 

Passo a passo para cadastro no Saúde digital

  • Acesse o site Saúde Digital;
  • Selecione a opção "Ainda não tenho cadastro";
  • Identifique-se preenchendo corretamente seus dados;
  • Nesta etapa do cadastro, deve ser informado se a pessoa está acamada, se tem alguma comorbidade e profissão;
  • Confirme seus dados e crie uma senha de acesso ao cadastro;
  • Finalize o cadastro e aguarde seu agendamento.

Diário do Nordeste
Foto - Diomar Araújo / Blog do Diomar Araujo 

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