OUÇA A RÁDIO CATARINA FM ONLINE - CLQUE NO PLAY

Ticker

6/recent/ticker-posts
header ads

Catarina e outras 17 cidades do Ceará não registraram homicídios em 2021; moradores das pequenas cidades falam sobre rotina tranquila com o prazer de sentar na calçada para conversar. Matéria do Diário do Nordeste.

 

AS 18 CIDADES DO CEARÁ SEM HOMICÍDIOS EM 2021 E A POPULAÇÃO ESTIMADA PELO IBGE:

  •  Altaneira - 7.712

  • Antonina do Norte - 7.042

  • Arneiroz - 7.848

  • Baixio - 6.318

  • Caririaçu - 27.008

  • Catarina - 21.041

  • Chaval - 13.112

  • Granjeiro - 4.784

  • Ipaporanga - 11.597

  • Itaiçaba - 7.094

  • Meruoca - 15.309

  • Miraíma - 13.965

  • Moraújo - 8.833

  • Piquet Carneiro - 17.210

  • Porteiras - 14.920

  • Potiretama - 6.455

  • Tarrafas - 8.555

  • Umari - 7.740

  • O contraponto de quem vive em conglomerados urbanos e quem permanece nas cidades interioranas onde "todos se conhecem" é comprovado a partir dos números relacionados à violência. Em 2021, 18 cidades do Ceará não registraram assassinatos. O levantamento feito pelo Diário do Nordeste a partir dos dados disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) revela que distante da Capital, com quase mil mortes violentas no  ano passado, há locais onde prevalece a sensação de segurança. Dentre os municípios com menor índice de mortes, a cidade de Caririaçu tem o maior número de habitantes, conforme estimativa do IBGE. Com pouco mais de 27 mil residentes, ali persiste a rotina de ao anoitecer os vizinhos sentarem nas calçadas para conversarem, sem a preocupação se vão ser ou não abordados por criminosos.

    Já os municípios considerados como mais perigosos no Ceará, devido ao alto índice de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, são: Fortaleza, com 902 casos; Caucaia, 276; Maracanaú, 116; Sobral, 110; e Juazeiro do Norte, 92 casos. Somadas as ocorrências nas cinco localidades são 1.496 homicídios, quase 45% dos 3.299 contabilizados pela SSPDS em todo o Estado, em 2021. O levantamento aponta que 37 municípios têm baixo índice de CVLIs, considerando que neles foram registrados de um a três assassinatos em 2021. Entre eles temos: Aiuaba, Ererê, Mulungu, Palmácia e Senador Pompeu. Assim como na Capital e RMF, predomina no Interior o mesmo perfil das vítimas: sexo masculino, baixa escolaridade, de 18 a 35 anos e morta por disparos de arma de fogo.

    Os dados refletem a predominância das facções criminosas em determinados espaços. Onde o tráfico de drogas e de armas se instala, a violência aflora como consequência.

    Em entrevista concedida ao Diário do Nordeste, o secretário titular da SSPDS, Sandro Caron afirmou que: "A secretaria tenta evitar chegada das facções nas cidades do interior, onde permanece a sensação de segurança. A principal estratégia para isso é a ação de Inteligência que se monitora o avanço dos grupos criminosos. Quando se constata tentativa de expansão para determinada área já se procura agir de imediato para evitar instalação de pontos de vendas de drogas em municípios que ainda estão imunes a esta ação".Para o sociólogo e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da UFC, Luís Fábio Paiva, os números ainda comprovam que "segurança pública não é um problema de policiamento, mas de relações sociais orientadas para uma boa convivência".

    "Em territórios menos povoados e com melhor integração da comunidade, é possível encontrar melhores condições de segurança e bem estar para população. Isto tem um impacto na gestão da vida e da maneira como cada pessoas irá atuar para a criação de um território seguro", afirma o especialista ao ponderar que as dinâmicas sociais de forma aprofundada dos locais onde não há homicídios ao longo de um ano.

    A REALIDADE DE QUEM CONHECE DE PERTO AS CIDADES


    Enquanto Everaldo Penha fala que Porteiras, cidade onde mora há 37 anos, desde que nasceu, "é um paraíso", moradores da Capital e Região Metropolitana reclamam e relatam "piora na segurança". De acordo com Everaldo, em Porteiras, cidade ao sul do Estado, "todo mundo pode dormir com a janela aberta quando está calor". O último episódio violento que ele recorda aconteceu há mais de uma década. Um assalto a uma farmácia, seguido por roubo de veículo que terminou com os suspeitos mortos.

  • Diário do Nordeste 

Postar um comentário

0 Comentários

header ads