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Assassinato de ex-prefeito de Granjeiro completa dois anos sem julgamento e com réus soltos; Processo criminal, que tem 17 réus, está sob segredo de Justiça.

 


Há dois anos, na véspera do Natal de 2019, o então prefeito de Granjeiro (na Região do Cariri), João Gregório Neto, o 'João do Povo', era surpreendido em sua caminhada matinal e assassinado a tiros. Passados 731 dias, o processo criminal ainda não chegou na fase de julgamentos e alguns dos 17 réus estão em liberdade.A ação penal por homicídio qualificado, que tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca do Crato, está sob segredo de Justiça. Em razão disso, o Ministério Público do Ceará (MPCE) - que denunciou 17 pessoas pelo crime - informou, via assessoria de comunicação, que não poderia se manifestar sobre o assunto. 

A sobrinha de João Gregório conta que, apesar dos dois anos que se passaram, a família ainda sofre muito: "A dor e a saudade são enormes. A ausência dele é sentida diariamente. A gente tem a impressão que com o passar do tempo as coisas vão se acalmando, mas com a gente não foi dessa forma. Todo dia 24, quando completa mês, parece que passa um filme na cabeça da gente".

O ex-assessor de 'João do Povo', Cléber Freitas, que trabalhava próximo do ex-prefeito, também pede por Justiça, com a prisão e a condenação dos acusados, além da expulsão de um policial militar da Corporação.

Réus aguardam julgamento em liberdade

Entre os 17 réus pelo assassinato de João Gregório Neto, estão pessoas que teriam idealizado o plano criminoso, contratado e executado. A motivação do crime, segundo a investigação da Polícia Civil, foi a rivalidade política no Município.

Alguns dos acusados pelo crime que chocou o Ceará são o ex-vice de 'João do Povo', Ticiano da Fonseca Félix, o 'Ticiano Tomé', que viria a assumir a Prefeitura Municipal de Granjeiro após o homicídio; o pai dele, Vicente Félix de Sousa, o 'Vicente Tomé' (que também foi prefeito do Município); e o tio, José Plácido da Cunha. Além do cabo PM Mayron Myrray Bezerra Aranha, apontado como o coordenador da execução do plano criminoso.'Vicente Tomé', preso preventivamente junto do filho em julho de 2020, foi para a prisão domiciliar, em fevereiro de 2021, devido à sua idade, 62 anos, ser considerado um fator de risco para a Covid-19. O empresário Geraldo de Freitas, apontado como um financiador do crime, conseguiu a liberdade sem uso de tornozeleira eletrônica. Já o irmão de Vicente, José Plácido, nunca foi preso pelo homicídio e segue foragido.

O advogado de Ticiano e Vicente no processo informou à reportagem que não irá se manifestar neste momento. As defesas dos outros acusados não foram localizadas para comentar o caso.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE RÉUS PELO CRIME:

Ticiano da Fonseca Felix
Vicente Felix de Souza
José Plácido da Cunha
Geraldo Pinheiro de Freitas
Mayron Myrray Bezerra Aranha
Joaquim Maximiliano Borges Clementino
Francisco Rômulo Brasil Leal dos Santos
Willyano Ferreira da Silva
Wendel Alves de Freitas Mendes
Anderson Mauricio Rodrigues
Luis Alberto Ferreira Marques
Thyago Gutthyerre Pereira Alves
Luanna Pinheiro de Freitas
Lucia Vanda Carlos de Freitas
Manuel Fernando Bezerra Ariza
Jose Edvaldo Soares de Souza Filho
Maria do Socorro Freitas da Cruz

Fonte - Diário do Nordeste 

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