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Safra de grãos no Ceará apresenta queda de 28% em comparação com 2020; A queda na colheita decorre de irregularidades das chuvas

 

A safra de grãos no Ceará neste ano será de 570.641 toneladas. Esse quantitativo representa uma queda de 28,17% em comparação com a produção obtida em 2020 que foi de 794.480 toneladas. É o que aponta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (11).

A queda na colheita decorre de irregularidades das chuvas em áreas produtivas do sertão ao longo do ciclo produtivo das culturas agrícolas. De acordo com o IBGE, os grãos que apresentaram na expectativa de produção foram arroz de sequeiro, fava, feijão de arranca e feijão-de-corda (1ª safra), milho, algodão herbáceo e mamona.

Em junho passado, após o período chuvoso havia uma expectativa de produção de grãos de sequeiro para este ano no Ceará em torno de 785 toneladas, mas com o decorrer dos meses a série de levantamentos no campo apontou quedas seguidas na colheita.

Os dados divulgados pelo IBGE corrigem estimativas anteriores e consolidam uma estatística mais definida uma vez que se aproxima do levantamento final da série mensal ao longo do ano, a partir de coleta de informações com instituições parceiras e produtores rurais no interior do Estado.Para o grupo das frutas, houve aumento na expectativa de produção de abacate, acerola, banana, mamão, manga, melancia e melão, em modalidades de cultivo de sequeiro (que depende exclusivamente de água da chuva) e de sequeiro.

O levantamento do IBGE aponta uma safra de 73.353 toneladas de castanha-de-caju, ou seja, uma redução de 13,88% quando comparado com a safra de 2020 (85.177 t).

Em 2021, a área cultivada de grãos foi de 937 mil hectares e em 2020 foi de 785 mil hectares. Apesar desde ano o plantio ter ocupado um espaço de 16,3% a mais do que em 2020, a produção é menor.Um exemplo de queda na produção de feijão ocorreu nos municípios de Aiuaba, Pedra Branca e Senador Pompeu, onde as chuvas foram escassas. Já em Morrinhos, “o rendimento da cultura foi afetado tanto pela ausência de chuvas, principalmente, em março, na fase de formação dos grãos de feijões, como por chuvas excessivas, prejudicando o desenvolvimento das vagens”.

Em Tarrafas, além de as chuvas escassas, a qualidade de parte da semente foi precária, prejudicando a germinação. Em Frecheirinha e Ipu, o rendimento foi afetado por ocorrências de veranicos.

Reportagem e foto: Honório Barbosa. Diário do Nordeste 


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