Palmácia, no Interior do Ceará, aplica CoronaVac em 66 adolescentes; público só pode receber Pfizer


 Contrariando a recomendação do Ministério da Saúde (MS), o município de Palmácia, no Interior do Ceará, vacinou 66 adolescentes contra a Covid-19 com doses da CoronaVac. No Brasil, apenas o imunizante da Pfizer tem autorização para uso em pessoas de 12 a 17 anos. Em nota divulgada nesta quinta-feira (2), a Secretaria de Saúde Municipal pediu desculpas pelo que chamou “desvio de informação” e afirmou que o ciclo vacinal destes jovens será completado com a 2ª dose da Pfizer, em um intervalo de 12 semanas.

A pasta afirmou que irá monitorar as pessoas imunizadas com o imunobiológico contraindicado. A orientação é que, em caso de reações adversas, elas busquem as Unidades Primárias de Saúde ou a Unidade Mista de Saúde Virgínia Rodrigues Simplício, localizadas na Cidade. 

O Município ressaltou que "há países" que utilizam a CoronaVac neste público. E cita China e Indonésia. No Brasil, no último dia 18 de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou o uso emergencial desse imunizante em menores de 18 anos.

Diretores observaram que não há dados suficientes sobre a eficácia da aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes. Não se sabe, por exemplo, a duração do potencial de proteção, nem como a vacina se comporta em crianças com comorbidades e imunossuprimidas. 

Nota
Legenda: Leia nota divulgada pela pasta
Foto: Divulgação / Secretaria Municipal de Palmácia

No Ceará, a vacinação de adolescentes começou no último dia 25 de agosto, na Capital. Somente em Fortaleza, mais de 100 mil jovens foram imunizados até esta quinta-feira (2). 

COMBINAÇÃO DE VACINAS

O Ministério da Saúde não recomenda "de maneira geral" a combinação de vacinas distintas contra a Covid-19. Isso porque os laboratórios utilizam componentes diferentes na composição. A orientação consta na nota técnica nº 6/2021. No entanto, acrescenta o documento, a medida poderá ser aplicada em casos excepcionais

“Seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no País (exemplo, indivíduos que receberam a primeira dose de uma vacina Covid-19 em outro país e que estarão no Brasil no momento de receber a segunda dose), poderá ser administrada uma vacina Covid-19 de outro fabricante”, esclarece o órgão. 

Nestes casos, a segunda aplicação deve ocorrer no período previamente definido, respeitando o intervalo adotado para o imunizante utilizado na primeira dose.

O QUE DIZ A SESA

Procurada, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que a aplicação da vacina é de responsabilidade de cada município.

"A Sesa informou às secretarias municipais de saúde que para o público entre 12 até 17 anos deve ser usado o imunizante da Pfizer. Segundo o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, em casos como esse, a segunda dose aplicada deve ser da Pfizer", disse em nota. 

Foto: Lillian Suwanrumpha / AFP. Diário do Nordeste

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