Eunício arremata imóvel de Ciro penhorado para pagar Collor; pedetista questiona processo

 O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se pronunciou nesta terça-feira (13) sobre a ação por dano moral movida pelo ex-presidente Fernando Collor (Pros) contra ele. O pedetista aponta que a ação tem vícios, nulidades e recursos pendentes. Por causa desse processo, Ciro teve um apartamento que possuía na Capital leiloado. Quem arrematou o imóvel foi o ex-senador Eunício Oliveira (MDB). O dinheiro arrecadado irá para Collor.

O emedebista é adversário político de Ciro. Ao Diário do Nordeste, ele confirmou a nova aquisição e revelou os planos para o imóvel. "Vou deixar lá, alugar", disse. O apartamento foi arrematado por R$ 520 mil.

CIRO E EUNÍCIO

Aliados até 2014, Ciro e Eunício estão rompidos politicamente desde então. No Estado, PDT e MDB fazem parte da base governista de Camilo Santana (PT).  

PROCESSO

O processo contra Ciro surgiu depois que, durante entrevista concedida em 1999, ele disse que o ex-presidente Lula deveria ter chamado Collor de "playboy safado" e "cheirador de cocaína" nos debates eleitorais de 1989.

DANOS MORAIS

Pelas declarações, Ciro foi considerado culpado pela Justiça por danos morais. Em nota enviada à reportagem, ele afirma que “trata-se de ação judicial eivada de vícios e nulidade, com recurso pendente de julgamento ao Superior Tribunal de Justiça”. 

O pedetista também reclama do uso que seus adversários fazem do caso, queixando-se indiretamente da compra feita por Eunício.

“Desde o início do processo, em 1999, adversários tentam se aproveitar do fato para fazer politicagem, o clímax se deu agora quando um deles, por mera chicana, aproveitou-se para arrematar os direitos do devedor fiduciário do imóvel, que sequer é propriedade de Ciro Gomes”, afirma.

O ex-ministro conclui dizendo que confia na decisão “isenta e técnica dos tribunais superiores que darão palavra final sobre a causa”. O apartamento de Ciro, localizado em Fortaleza, foi avaliado em R$ 409,6 mil pela empresa que realizou o leilão.

Foto: Arquivo/Diário do Nordeste

Fonte - Ponto Poder - Diário do Nordeste 

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