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Catarina e mais 10 cidades saem do alerta de contaminação ‘alto’ para ‘moderado’ da Covid-19 no Ceará


 O Ceará soma mais 11 cidades no índice ‘moderado’ de transmissão do coronavírus, com 21 municípios no nível 2. Nas semanas epidemiológicas anteriores - 24 e 25 (15 a 26 de junho) -, o número era de 10 cidades. Os dados são do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa), e correspondem às semanas 25 e 26, de 20 de junho a 3 de julho.

No nível moderado estão Abaiara, Acarape, Aquiraz, Barroquinha, Catarina, Eusébio, Frecheirinha, Granja, Ibaretama, Itarema, Itatira, Marco, Meruoca, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Paramoti, São João do Jaguaribe, São Luís do Curu, Tauá e Uruburetama.

Neste cenário, Guaramiranga é a única cidade com alerta ‘baixo’ ou ‘novo normal’, o resultado veio após o município finalizar a vacinação em todos os cidadãos adultos cadastrados no Saúde Digital. Outros 41 municípios estão com índice 'alto' de transmissões virais.

Já entre as 121 cidades classificadas no nível 'altíssimo' atualmente, Fortaleza está classificada neste grupo há, aproximadamente, três semanas, desde o período epidemiológico 23 e 24, que corresponde entre 6 a 19 de junho.

De acordo com a epidemiologista, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Thereza Magalhães, a diminuição dos índices de alerta deve-se à fase de declínio exponencial da Covid-19. “A gente desceu bastante na curva, então os níveis de alerta vão apresentando essa queda pelo momento epidemiológico atual”.

No entanto, em relação ao nível altíssimo que Fortaleza ocupa, a especialista explica que, possivelmente, isso foi ocasionado pela abertura do comércio e pelo retorno das atividades na região. “Como a capital tem muito fluxo e, assim, diminuíram os casos, os óbitos, mas a circulação do vírus ainda continua”.

Uma vez que eu aumente o fluxo de pessoas na rua, a gente também [tem] um aumento dessa transmissão, fazendo com que o vírus continue circulando fortemente”
THEREZA MAGALHÃES
Epidemiologista e professora da Uece

VACINÔMETRO NO CEARÁ | COVID-19

NOVAS VARIANTES

Neste cenário, a possibilidade de variação viral pode gerar preocupação, visto que “cada vez que o vírus entra numa outra pessoa e replica o seu RNA, corre o risco de ali nascer uma nova variante, que é o que a gente não quer que aconteça”, detalha Magalhães.

A gente precisa controlar casos e óbitos, mas também precisa inibir a circulação do vírus”
THEREZA MAGALHÃES
Epidemiologista e professora da Uece

Para melhorar as circunstâncias a longo prazo, a professora da Uece destaca que é necessário que haja um alto percentual de pessoas vacinadas no Estado, cerca de 80%, a fim de que, assim, “isso gere uma pressão no sistema e iniba a circulação do vírus selvagem pela falta de suscetíveis”.

É importante que, além da imunização, as pessoas continuem mantendo as medidas de proteção contra a doença, como o distanciamento social, o uso de máscaras, a higienização das mãos, do ambiente e dos objetos, bem como a proteção da região dos olhos e de outras mucosas.

TERCEIRA ONDA

Segundo a epidemiologista, a vacinação deve avançar também nas demais faixas etárias, incluindo o grupo escolar, “para que a gente alcance esse percentual no menor tempo possível, antes que a gente tenha uma supervariante e antes que haja força pra elevação de uma terceira onda”.

Quanto mais pessoas a gente vacinar no menor espaço de tempo, menos a gente corre o risco de uma terceira onda”
THEREZA MAGALHÃES
Epidemiologista e professora da Uece

Já com a Campanha de Vacinação em curso está havendo um maior espaçamento entre a possibilidade de ocorrer uma nova onda no Ceará. “Antes, a gente poderia ter pra agosto e, hoje, fazendo uma estimativa a gente já vai pro fim de setembro”, relata Thereza.

CONHEÇA AS CLASSIFICAÇÕES DE RISCO

Altíssimo (nível 4)

Taxa de ocupação dos leitos maior que 95%; taxa de letalidade maior que 3%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 maior que 75%.

Alto (nível 3)

Taxa de ocupação dos leitos entre 80,1% e 95%; taxa de letalidade entre 2% e 3%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 50% e 75%.

Moderado (nível 2)

Taxa de ocupação dos leitos entre 70% e 80%; taxa de letalidade entre 1% e 2%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 25% e 49,9%.

Novo Normal (nível 1)

Taxa de ocupação dos leitos menor que 70%; taxa de letalidade menor que 160; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 menor que 25%.

COVID-19 NO CEARÁ

Até esta segunda-feira (5), o Ceará soma 893.270 casos confirmados de Covid-19 e 22.753 óbitos. Os municípios com maiores incidências por 100 mil habitantes são Moraújo (21.813,4); Frecheirinha (20.828,6); Acarape (18.641,6); Itaicaba (18.551,2); Eusébio (17.781,3); Redenção (17.182,4); Quixeré (17.147,5) e Iracema (16.828,7).

O grupo mais contaminado foi o de mulheres nas faixas etárias de 30 a 34 anos (55.586); de 35 a 39 anos (54.833); de 25 a 29 anos (51.452) e de 40 a 44 anos (48.102). Em seguida, estão os homens de 30 a 34 anos (44.657) e de 35 a 39 anos (43.925). Os dados são do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa).

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/metro/mais-11-cidades-saem-do-alerta-de-contaminacao-alto-para-moderado-da-covid-19-no-ceara-1.3105996


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