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Como está o cenário da Covid-19 em Fortaleza e no interior do Ceará

 
O número de pessoas com Covid-19 buscando unidades de saúde, de internações, de casos e de mortes pela doença no Ceará são os principais indicadores para flexibilização das atividades econômicas – e todos eles estão em queda, nas últimas semanas.O pico da segunda onda da pandemia no Estado ocorreu ao mesmo tempo na Capital e no interior, entre março e abril, meses com ocupação de leitos e número de óbitos mais altos do ano. Desde maio, porém, a incidência da doença tem reduzido. Veja os indicadores.

A quantidade de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid que buscam atendimento médico em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também é um indicador importante para estimar a disseminação da doença no Estado.O pico de pacientes atendidos em um só dia nas UPAs do Ceará ocorreu em 16 de março deste ano, com 633 casos suspeitos ou confirmados da infecção por coronavírus; e se manteve alto até 20 de abril, com 434 pessoas assistidas.

Em maio, porém, o quantitativo começou a reduzir. Já em junho, o número mais alto foi contabilizado no dia 1º, com 85 pacientes. Na última sexta-feira (25), foram 15 atendimentos. Os números, contudo, estão em constante atualização.

Uma área de saúde do Ceará que manteve altos índices de disseminação da Covid-19 por mais tempo que as demais foi a macrorregião do Cariri. A flexibilização das atividades lá só foi igualada às demais localidades na última sexta-feira (25).

O número de novos casos confirmados está em queda há seis semanas seguidas, de acordo com dados do Integra SUS, mas a positividade dos exames segue alta: a cada 10 testes, 6 dão resultado positivo para a Covid.

A quantidade de leitos de UTI e de enfermaria ocupados oscila. Até 14h desta segunda-feira (28), 141 pacientes estavam internados em leitos de alta complexidade públicos e privados, e mais 117 em vagas comuns. Na segunda quinzena de maio, esses números quase dobravam.

Ao anunciar liberação de mais atividades econômicas no Estado, o governador Camilo Santana reforçou a melhora nos indicadores da Covid-19 nas regiões cearenses, mas alertou para a necessidade de serem mantidas todas as medidas de prevenção.No novo decreto, válido desta segunda-feira (28) até 10 de junho, foi liberado o funcionamento das feiras livres e o retorno das aulas presenciais no ensino superior em todo o Ceará. Todas as regiões seguirão as mesmas determinaçõesO infectologista Keny Colares reforça que “desde maio, vemos uma queda lenta, mas progressiva, de casos e de óbitos” por Covid-19 no Ceará, o que também é refletido pela diminuição do número de exames positivos para a doença.A tendência, então, segundo o médico, “é termos um segundo semestre mais tranquilo, a não ser que surja uma nova variante que traga uma nova onda”, como tem ocorrido em outros países com a cepa indiana.

“A grande questão é: quando chegarmos em dezembro e janeiro teremos alguma onda, menor que seja? Ou a vacina vai barrar isso?”, questiona, alertando para a necessidade de manutenção das medidas sanitárias.

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Foto: José Leomar

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