Justiça condena três acusados de atear fogo em veículos durante ataques no Ceará

Foto: Camila Lima
 
O Poder Judiciário do Ceará permanece proferindo sentenças contra membros de facções criminosas acusados pela série de ofensivas contra o Estado no início do ano de 2019. Desta vez, conforme publicação no Diário da Justiça Eletrônico na última sexta-feira (23), três homens foram sentenciados a quase 30 anos de prisão por atearem fogo em veículos em Fortaleza e na cidade de Morada Nova.

Em um dos processos estão como réus Felipe Bezerra da Silva e Nataniel da Silva Nogueira. Os dois foram acusados de incêndio criminoso e organização criminosa. Conforme decisão proferida na Vara de Delitos de Organizações Criminosa, a dupla causou incêndio em dez veículos na cidade de Morava Nova, nove ônibus escolares e um caminhão.

Felipe foi sentenciado a cumprir dez anos e três meses de prisão em regime fechado. Já Nataniel recebeu condenação de oito anos e 10 meses de reclusão. Nenhum deles pode recorrer em liberdade. A defesa de Nataniel entrou com recurso na Justiça pedindo a absolvição do acusado por falta de provas. A defesa de Felipe não foi localizada pela reportagem.

O terceiro recém-condenado na Justiça estadual é Danilo de Assis Barbosa. A pena estabelecidada para Danilo foi de 11 anos de reclusão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, organização criminosa armada e crime de explosão. Barbosa se tornou réu após o Ministério Público do Ceará (MPCE) o denunciar pelo ataque contra uma concessionária na Avenida Washington Soares, em 12 de janeiro de 2019.

OS CRIMES

A denúncia apresentada pelo MPCE contra Felipe e Nataniel aponta que no dia 4 de janeiro de 2019, por volta das 00h30, a dupla foi até o pátio da Autarquia Municipalde Trânsito (AMT), no Município de Morada Nova, na companhia de dois adolescentes, para cometer o crime.

Na noite anterior, um dos adolescentes teria entrado em contato com Felipe para dizer que perdoaria uma dívida de R$ 200 em drogas, caso ele ateasse fogo nos veículos estacionados no pátio da AMT.

No momento do crime, um vigilante e um agente de trânsito acionaram os bombeiros para controlar as chamas. Durante a ação, Felipe ficou queimado e fugiu do local com os comparsas.Já no processo contra Danilo, ele foi o único denunciado. Consta nos autos que no dia 12 de janeiro de 2019, por volta das 5h30, policiais militares ouviram uma grande explosão em uma concessionária. Dois homens foram vistos saindo do prédio e embarcando em um veículo com queixa de roubo dias antes.Danilo foi preso ainda em flagrante, instantes após a ação criminosa. Para a Justiça,  "o ataque ocorreu como forma de promover as organizações criminosas e ocasionou vários danos aos carros que estavam na concessionária". A reportagem não localizou a defesa de Danilo.

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