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Com autorização de celebrações religiosas pelo STF, veja como funcionam as igrejas no Ceará

 

Foto: Camila Lima
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques autorizou a realização de cultos e celebrações religiosas em todo o Brasil a partir deste domingo (4). Diante desse cenário, liderenças religiosas do Ceará divergem sobre a reabetura de templos de diferentes religiões que, no momento, estão fechados devido ao lockdown no Estado.   Os 90 templos do Ministério Canaã, por exemplo, que reúnem cerca de 40 a 50 mil fiéis, optaram pela não reabertura até que seja definida uma decisão a nível estadual ou municipal, conforme afirma o Pastor Murilo Matheus. 

“Nos reunimos na noite de sábado, depois da decisão do Ministro Nunes Marques, e chegamos à conclusão de que nós não vamos abrir, vamos manter os nossos cultos online, como temos feito desde o ano passado com os decretos do governador Camilo Santana”, explica.   

O vereador Ronaldo Martins (Republicanos), bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, por sua vez, publicou vídeo no Instagram comemorando a decisão de Nunes Marques e anunciando o retorno dos cultos presenciais para este domingo (4), com 25% da capacidade do templo e medidas de protocolos sanitários.  

"Notícia boa, grande vitória. Amanhã teremos o retorno dos cultos presenciais, nesse domingo de Páscoa. As igrejas estão se organizando e se preparando para esse momento", disse o vereador nas redes sociais.  

Igreja do Senhor Jesus também retoma as atividades, com dois cultos presenciais. "Faremos tudo com decência, ordem e prudência, em um tempo como esse o povo está precisando ser alimentado na fé e ninguém pode proibir. No decorrer da semana, também serão realizados dois cultos”, afirma o pastor e deputado estadual Apóstolo Luiz Henrique (Progressistas), fundador da igreja. 

DECISÃO DA ARQUIDIOCESE 

De acordo com a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Fortaleza, o arcebispo dom José Antonio Tosi Marques aguarda a decisão do Governo deste domingo e deve se reunir com padres e vigários para definir a recomendação. 

Para o padre Ivan de Souza, do Santuário Nossa Senhora de Fátima, a orientação de reabrir ou não é do arcebispo. “Dependendo do que ele fala, nós vamos avaliar e, mesmo que termine o lockdown no Estado, isso tem que ser gradativo, devido à realidade que estamos vivendo”, afirma.   

‘NÃO HÁ NÍVEIS DE SEGURANÇA’ 

A Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro-CE) informou que mantém o posicionamento atual. “Ainda não é o momento de reabrir. As pessoas podem dialogar com o sagrado em suas casas. Não há níveis de segurança para isso ainda”.  

O terreiro de candomblé da Mãe Valéria segue a decisão baseada na orientação dos orixás, segundo George de Iemanjá, pai pequeno da casa. 

"A gente só faz as coisas mediante o jogo de búzios, os orixás que comandam e eles ainda não permitiram a reabertura, pois ainda há perigo da morte. Essa casa é lotada de idosos, o candomblé é uma religião de contato”, explica.  

AVALIAR OS NÚMEROS  

Enquanto isso, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também deve aguardar o posicionamento do Governo do Estado. O presidente Alan Feitosa, da Igreja de Jesus, da estaca Fortaleza – Brasil, garante que a preocupação é, primeiramente, com o bem-estar físico dos membros e, caso haja a retomada, serão seguidos protocolos sanitários.  

“Como a pandemia tem um cenário muito volátil, de constantes alterações, a gente tem que analisar muitos parâmetros. Com essa nova decisão, estamos aguardando um posicionamento do governo sobre a continuidade do lockdown, depois vamos nos reunir para avaliar a situação”, diz. 

ATIVIDADE ESSENCIAL EM FORTALEZA

Em Fortaleza, a bancada religiosa da Câmara Municipal tem articulado junto à Prefeitura para que a lei que classifica templos religiosos como serviços essenciais durante a pandemia seja colocada em prática nesta semana.

O projeto de lei, aprovado em fevereiro pela Câmara Municipal de Fortaleza, é de autoria do bispo e vereador Ronaldo Martins. A proposta foi sancionada no dia 11 de março pelo prefeito José Sarto (PDT), mas segue sem regulamentação. 

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