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Com entrega de sementes, agricultores iniciam plantio no Cariri; 182 municípios serão os beneficiados pelo programa Hora de Plantar 2020/2021.

 

Foto: Tiago Stille

A chegada dos primeiros pingos de chuva, além de deixar a temperatura mais amena no Sertão, também traz otimismo aos agricultores. Na região do Cariri, onde o período de precipitações começa mais cedo no Ceará, este mês de janeiro já marca o início do plantio. O programa "Hora de Plantar", que distribui há mais de três décadas sementes para agricultores, já iniciou as entregas da nova temporada para que a colheita ocorra no momento certo. No Sul do Estado, cerca de 20 mil produtores serão beneficiados. O agricultor Cícero Simião de Souza, do município de Farias Brito, acordou cedinho para receber as sementes de milho. "Já estou preparando a terra. Só precisa chover". Seu conterrâneo, o também agricultor José Pereira, todos os anos recebe as doações do programa. "Antes a gente plantava a semente do que tirava da roça. Dava mais trabalho. Isso aqui vou transformar para comer, para ração. Vamos comer muito milho, se Deus quiser", fala otimista.

"Agricultora desde que me entendo por gente", como se descreve, Antônia Francisca de Oliveira, que geralmente inicia o plantio em fevereiro, já prepara a roça para cultivar este mês. Criadora de porco e galinha, depende do milho para o sustento e para manter os animais. "Aprendi com meu pai essa profissão e imagino que, se Deus quiser, teremos uma boa lavoura".

Distribuição

No total, 150.245 agricultores familiares de 182 municípios serão os beneficiados pelo programa Hora de Plantar 2020/2021. Com investimento de R$ 19.291.205, via Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), a iniciativa do Governo do Ceará prevê a distribuição de 3.410 toneladas de sementes de milho híbrido e variedade, feijão caupi e sorgo forrageiro. E ainda: 5,71 milhões de raquetes de palma forrageira, 2.750 m³de maniva de mandioca, 348.734 mudas de cajueiro anão precoce, 19.364 mudas frutíferas e 83.286 mudas florestais nativas abrangendo todas as regiões do Estado.

O início da distribuição das sementes é a partir dos armazéns da região do Cariri, em Milagres e Barbalha. Logo em seguida, elas passam a ser entregues nos armazéns de Tauá, Crateús, Iguatu e Quixeramobim e, depois, a partir dos armazéns regionais de Morada Nova e Região Metropolitana de Fortaleza. A distribuição aos agricultores em todos os 182 municípios cearenses atendidos pelo projeto acontece até fevereiro e será realizada pelos escritórios regionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

Covid-19

No caso de Farias Brito, por causa da Covid-19, foi feita uma matrícula para evitar aglomeração, com distribuição de senhas, uso obrigatório de máscara e álcool em gel. Inclusive, lideranças locais puderam, através de documentação, receber as sementes de outros agricultores, para evitar o deslocamento e o risco de contaminação. Lá, são cerca de 1.400 agricultores contemplados.

"A distribuição depende da área de cada um, mas o limite total é de até dois sacos", detalha Antônio Porto, gerente regional da Ematerce de Crato, que atende o Município.

Produtividade

O destaque do programa é o alto padrão da semente, que é fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

"Este milho brota mais rápido que as que a gente encontra para vender. Com isso, consigo plantar pro consumo e para dar aos bichos. Nesse ano ainda vou esperar uma semana para plantar. Daqui pro dia 12, porque a esperança é que chova bem como o ano passado", conta o agricultor Pedro Pereira Neto.

A edição 2020/2021 do Hora de Plantar expandirá o fornecimento de seis para 90 toneladas a quantidade de milho biofortificado para 600 agricultores familiares do Estado. A cultivar BRS-4104, desenvolvida pela Embrapa, possui uma concentração de carotenoides precursores da vitamina A de 2,5 a 3,2 vezes maior do que os valores encontrados no milho comum, mesmo mantendo características como cor e sabor. O resultado é um alimento mais nutritivo e com potencial de combater problemas de visão e baixa imunidade, causados pela falta de vitamina A na alimentação humana. "Além da ampliação, isso implementará condições para ter uma semente com capacidade de germinação, nível elevado de produtividade", detalha o titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz

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