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Ceará prepara logística para garantir insumos para vacina contra Covid-19

Foto - Tony Winston/MS

 O Governo do Ceará se prepara para o recebimento das vacinas prometidas pelo Governo Federal para o Estado. Na primeira remessa, esperada para o primeiro semestre de 2021, deve chegar 1,7 milhão. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pelo governador Camilo Santana (PT) após participar do lançamento do Plano Nacional de vacinação contra a Covid-19, em Brasília, a convite do Ministério da Saúde. A vacinação seria iniciada em fevereiro O Ceará se organiza para a compra e recebimento de seringas e refrigeradores, e monta uma ação logística para imunizar ao menos 95% dos cearenses de dez grupos prioritários.

O Palácio da Abolição garante também que já há o planejamento de quatro fases, e determina quais agrupamentos serão os primeiros a receber a vacina. A expectativa é que sejam aplicadas entre 250 e 300 mil doses, por exemplo, em profissionais de Saúde, que estão na linha de frente do combate ao vírus.
 
Na primeira leva de vacinação estão ainda os idosos, pessoas com comorbidades e professores. Na semana passada, a Secretaria de Saúde (Sesa) já havia divulgado um plano de contingência. O documento de 131 páginas dá um panorama detalhado sobre a doença, origem do vírus no continente asiático e inicia o detalhamento para a vacinação. 

Ceará

Apesar de volumoso, o documento preparado pela Sesa ainda não consta informações mais detalhadas sobre pontos importantes da imunização. Não consta, por exemplo, qual a estrutura física utilizada pelos agentes de saúde para as aplicações. A Secretaria também não informou até ontem qual a previsão de gasto total do Estado com o plano de imunização. 

Seguindo a confirmação dada durante visita ao Ministério da Saúde na segunda-feira (14), o Ceará permanece com o plano de começar a vacinar com o primeiro composto aprovado no País. Com isso, há a possibilidade de os cearenses serem imunizados pelo produto chinês — fabricado pela CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan —, ou com doses de Oxford, Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen. Além dos imunizantes do consórcio da Covax Facility, da OMS.

“Mesmo o Ministério tendo informado que está comprando 300 milhões de seringas e agulhas, nós também estamos comprando seringas, agulhas e refrigeradores para guardar as vacinas, porque, a partir do momento que o Estado as recebe, é responsabilidade nossa fazer toda a logística de distribuição para a população cearense”, disse ontem o governador.

A fala de Camilo exemplifica um dos pontos detalhados através do plano elaborado pela Sesa. O documento estima que a compra de 4,4 milhões de seringas e agulhas, por exemplo, será o maior investimento em insumos pagos com dinheiro estadual de axordo com a versão atual do plano.

A previsão é que seja gasto R$ 1,5 milhão para adquirir esse tipo de insumo. Despesas com a compra de computadores, ar condicionado e câmaras de refrigeração são de responsabilidade da União. No plano ainda não há o detalhamento de quanto esse empenho irá custar aos cofres do Governo Federal. 

Brasil

A possibilidade de aderir em âmbito estadual o produto de qualquer um dos laboratórios ocorre após um trânsito que combinou estratégia política e interesses regionais, feito por Camilo Santana. Nos últimos dias, ele reuniu esforços e tratou com o chefe do Executivo de São Paulo, João Doria (PSD) e com o ministro Eduardo Pazuello (Saúde). 

Em meio à disputa de narrativas na qual as vacinas foram inseridas pelo estado paulista e Governo Federal, Camilo optou por garantir neutralidade no discurso e agiu como balizador. “O Governo Federal está garantindo que, independentemente de qual laboratório for, a vacina sendo validada pela Anvisa, será iniciada a vacinação no Brasil. 

O Ministério (da Saúde) já disponibilizou, através não só de contratos, mas de memorandos de entendimento, mais de 300 milhões de doses para o próximo ano”, destacou Camilo. Para confirmar a inserção do Ceará nas tratativas que ocorrem em Brasília, Camilo decidiu aceitar o convite de Pazuello e, na manhã de ontem, compôs o palanque do lançamento do plano nacional de imunização junto às outras autoridades. 

O lançamento da nova versão do plano, inclusive, ocorreu em meio a críticas de especialistas sobre atrasos na organização da estratégia pelo Governo Federal. A cerimônia desta quarta-feira teve como mote “Brasil imunizado — somos uma só nação”. Essa é a segunda versão do documento. Um primeiro plano preliminar já havia sido enviado no sábado (12) ao Supremo Tribunal Federal, mas sem constar datas nem previsões mais exatas para o início da vacinação.

Para a vacinação prioritária em todo o País serão necessários 108,3 milhões de doses de vacina, já contando com 5% de perdas. Esses grupos contam com 50 milhões de pessoas. A vacinação ocorrerá com duas doses para cada um, observando o intervalo de 14 dias entre as aplicações. O ministro da Saúde voltou a repetir que todos os brasileiros serão vacinados.

Fortaleza

Nas articulações que antecedem a posse como prefeito eleito de Fortaleza que ocorre em 1º de janeiro, Sarto Nogueira (PDT) visitou ontem a Câmara Municipal e aproveitou para tocar no assunto. Falando também como ex-presidente da Casa, Sarto reiterou que é preciso disponibilar a vacina na capital “tão logo seja homologada”. 

“É preciso fazer um plano de recuperação de renda, desemprego está batendo à porta, é um desafio enorme é a proteção alimentar”, disse ainda o prefeito eleito. Sarto destacou também a elaboração de um plano de contigenciamento para a volta às aulas em Fortaleza. “Professores e alunos estão ansiosos, e é preciso adequar os desafios com a crise sanitária”, pontuou. 

A Prefeitura trabalha em parceria com o Estado para oferecer álcool em gel, totens de imunização e demais insumos para a rede municipal que conta com 210 mil estudantes.

Repercussão

Ainda no lançamento nacional do plano, uma fala do ministro Pazuello ganhou repercussão. “Vamos levantar a cabeça. Acreditem. O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior sistema único de saúde do mundo, de ter o maior programa de imunização do mundo. Nós somos os maiores fabricantes de vacinas da América Latina. Pra que essa ansiedade, essa angústia?”, questionou o ministro da Saúde.

O País registrou 936 mortes por Covid-19 em 24 horas de acordo com o boletim divulgado nesta quarta-feira (16), pelo Ministério da Saúde. O Brasil ultrapassou a marca de 7 milhões de casos confirmados pela doença. O Ceará tem quase dez mil mortes e mais de 316 mil casos.

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