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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

André Costa deixa Secretaria da Segurança; Sandro Caron assume

Foto: Isanelle Nascimento
As atividades do delegado da Polícia Federal (PF) André Costa à frente da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) chegaram ao fim ontem (3). Foram três anos e oito meses, no mínimo, movimentados na estrutura da Pasta e nas ruas cearenses. Com crises e inovações na gestão da área, o até então secretário dá espaço a outro delegado federal. Sandro Caron assume o posto a partir da próxima semana e com um desafio continuado: o combate ao crime organizado.

A saída do titular da SSPDS foi confirmada durante a tarde pelo governador Camilo Santana, que agradeceu os serviços prestados: "agradeço ao delegado André Costa pelo grande trabalho realizado até aqui", escreveu nas redes sociais. De saída, Costa também ressaltou o empenho no governo: "Despedidas nunca são fáceis. Agradeço a todos os profissionais da segurança pública que estiveram comigo. Superamos desafios e enfrentamos muitos obstáculos. Gostaria também de agradecer a todo povo cearense pelo apoio e carinho".
Apesar de alegar motivos familiares para sair, André Costa continuava fazendo planos para a Pasta. Um delegado que participou de uma reunião com o ex-titular da SSPDS, na última quarta-feira (2), informou à reportagem que o ex-titular falou de planos na Segurança para até dois anos para frente, tempo que ainda vai durar o Governo Camilo Santana. A notícia da saída surpreendeu delegados da Polícia Civil e também oficiais superiores da PM comandantes de Batalhões. Estes, inclusive, pensavam, inicialmente, que a notícia era falsa.Para o vice-presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (Assop), tenente Pedro Moura, André Costa sempre foi um parceiro e um canal entre associações e o governo. "O que foi mais positivo foi esse lado mais próximo da tropa, bem como o investimento na questão tecnológica. A Secretaria da Segurança teve uma ascenção muito positiva, com a implementação do Spia, do PCA (Programa de Comando Avançado), instrumentos de tecnologia que facilitaram o trabalho da segurança pública", aponta.
Com relação às demandas, o tenente acrescentou que esperava a decisão de Costa para implementar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para policiais militares. O protocolo é realizado em delegacias e é alvo da corporação para que seja ampliado aos PMs a fim de evitar deslocamentos grandes no interior para procedimentos menores. Pedro Moura afirmou esperar que o novo titular da SSPDS aja neste sentido e desejou toda a sorte na função.

Perfil

Sandro Luciano Caron de Moraes tem 45 anos e há 22 deles atua como delegado da PF. Ele já foi superintendente da força policial no Ceará e no Rio Grande do Sul, comandou a Divisão de Inteligência Policial (DIP) do Departamento de Polícia Federal por cinco anos e foi adido da instituição na Embaixada do Brasil em Lisboa. O adido tem serviços de apurações nacionais que envolvam brasieiros e estrangeiros em outro país.
A reportagem conversou com delegados federais que atuaram com Sandro Caron na época que ele foi superintendente da PF no Ceará. Os colegas de Caron, que pediram para não ter os nomes divulgados, afirmaram que ele é um "excepcional profissional", de bom trato e operacional. "Ele tem um histórico muito bom na Polícia Federal. Acho que foi uma excelente escolha. É um nome muito respeitado na PF"
O delegado também trabalhou na Coordenação da Segurança da Copa do Mundo de 2014 e coordenou o serviço antiterrorismo nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tércio Issami Tokano, assinou a portaria nessa quarta-feira (2) que cede o delegado Sandro Caron "para exercício junto ao Governo do Estado do Ceará".

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