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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Líder religioso diz em depoimento que incorporava entidades espirituais antes de estuprar mulheres

O pai de santo Francisco Aucivan Pereira Linhares, de 29 anos, também conhecido como "Pai Francisco", preso na última sexta-feira (26), em Ibiapina, no Ceará, suspeito de dopar e estuprar mulheres, disse em depoimento na Delegacia Regional de Tianguá que cometia os abusos a mando de entidades espirituais. Pelo menos quatro vítimas denunciaram o homem à polícia. 
Segundo o delegado Rômulo Sousa, da Delegacia de Tianguá, o suspeito confessou que dopava as mulheres antes dos crimes sexuais. "Ele se dizia pai de santo, mas quando era procurado para realizar seus trabalhos espirituais, dopava as mulheres que procuravam esse tipo de tratamento e, em seguida, cometia os abusos. Em outros casos, dizia que praticava os atos libidinosos com elas a mando de entidades espirituais que, segundo ele, eram incorporadas em seu corpo na realização do trabalho espiritual", relata o delegado.

O suspeito foi preso após diligências de policiais civis. Os agentes localizaram vítimas de Pai Francisco, que ajudaram a encontrar o suspeito. "Um longo trabalho de investigação e a colheita de indícios tanto de autoria, quanto de materialidade, a Polícia Civil representou pela prisão do suspeito, que foi de pronto atendida tanto pelo Ministério Público, quanto pelo Poder Judiciário", disse Rômulo Sousa.
A polícia realizou um cerco na residência do suspeito, local em que também fazia os supostos trabalhos espirituais e onde teria praticado abusos sexuais contra mulheres. Aucivan tentou fugir, mas ao perceber que a casa estava cercada por policiais, resolveu se entregar.
Na casa dele, a polícia apreendeu uma garrafa similar a de Whisky, que será remetida à perícia forense para verificar se o que tinha dentro tratava-se de bebida alcoólica ou se era algum tipo de droga que o suspeito usava para dopar as mulheres e assim conseguir praticar os abusos.
O delegado ressalta que há indícios de outras vítimas ainda não identificadas e que não procuraram a polícia por medo. "Pedimos que essas possíveis vítimas se dirijam até a delegacia de Ibiapina ou mesmo de Tianguá para formalizar suas declarações e assim podermos apurar o fato com a maior isenção e a maior agilidade possível", diz o delegado.
Francisco Aucivan está preso na Delegacia de Polícia Civil de Tianguá, onde ficará à disposição da Justiça.

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