terça-feira, 7 de maio de 2019

Já chegam a nove o número de assaltantes de bancos mortos pela polícia no Piauí

Foto - G1.COM 
Os suspeitos dos assaltos ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de Campo Maior planejavam atacar mais duas instituições financeiras no Piauí. Segundo o secretário de segurança, Fábio Abreu, os próximos da quadrilha seriam os bancos de Esperantina, Batalha ou Piracuruca. Nove criminosos foram mortos durante confronto com a polícia, cinco estão presos e dois continuam foragidos.


"Eles tinham o mesmo planejamento, já executado pelo grupo anos anteriores aqui no estado. No passado, os criminosos assaltaram os bancos de Jaicós, Oeiras e Campos Sales, depois retornaram para Minas Gerais e voltaram agora para o Piauí com o projeto de mais três alvos", revelou.

Conforme Fábio Abreu, os suspeitos estavam escondidos entre Batalhe e Piracuruca e após os assaltos em Campo Maior tentaram retornar para o esconderijo, quando entraram em confronto com a polícia em Piracuruca e se dividiram em dois grupos.

"O grande problema deles é que o grupo que fugiu para Cocal só tinha mineiros, não conheciam rotas de fuga, a gasolina deles acabou e eles tiveram que ficar a pé. Já os criminosos que fugiram para Batalha, estavam com o cerco fechado, entraram em uma estrada vicinal e o carro atolou, perdendo o principal apoio logístico deles. Ao todo, eles perderam três carros", explicou.

De acordo com o secretário, o piauiense Antônio Paulo de França era o chefe do grupo, responsável por recrutar os integrantes da quadrilha. Ele foi morto nesta segunda-feira (6) ,em confronto com a polícia em Barras.

"Em termo de periculosidade, o grupo que ficou em Cocal era muito mais perigoso, por isso agimos com as polícias especializadas. A estimativa é que eles roubaram R$ 500 mil dos assaltos em Campo Maior, sendo que esse valor foi dividido em R$ 10 mil para cada integrante e a maior parte ficou no carro branco apreendido em Barras, com o chefe da quadrilha", contou.

Com os suspeitos presos e mortos foram apreendidos: três carros, dois fuzis, seis pistolas, seis coletes balísticos, cinco explosivos de metalon utilizados para detonar caixa eletrônico e mais cinco explosivos com imãs, usados para detonar caixa forte e R$ 50 mil recuperados.

Histórico dos suspeitos

Entre os mortos, dois suspeitos tinham mandados de prisão em aberto no Piauí e Minas Gerais.

Entre os criminosos de Minas Gerais, o destaque é para o Tiago Luís Alves. Natural de Uberlândia, ele tem mandados de prisão em aberto por roubos dessa mesma natureza na cidade mineira. O criminoso foi um dos mortos em Cocal e juntamente com os outros seis mineiros foram contratados pelo piauiense Paulo França, conhecido como Paulo Madruga, que tinha o mandado de prisão em aberto por conta da explosão ao banco de Simplício Mendes, em outubro do ano passado", destacou o delegado Tales Gomes, coordenador do Greco.

Os mineiros mortos foram: Weverson de Oliveira Marçal, Anderson de Freitas Brazão, Jean Gustavo Silva, Tiago Luiz Alves, Maicon Humberto de Sousa Nascimento, Igor da Silva Lima e Lucas Oliveira Brito. Piauiense foi identificado como Antônio Paulo de França, que foi morto durante confronto em Barras.

Os cinco presos foram identificados como: Dyego Harmando Cardoso Rocha, Hassan Rufino Borges Prado Aguiar, Emerson Souza da Silva, Vinícius Pereira da Silva Júnior, Josenverton dos Santos Sousa.

Assalto Duplo

Um grupo formado por mais de 10 homens explodiu duas agências bancárias ao mesmo tempo em Campo Maior, a 80 km de Teresina, na madrugada de terça-feira (30). Três pessoas foram feitas reféns e liberadas durante a fuga dos criminosos na entrada da cidade. Ninguém ficou ferido.

As duas agências ficam a menos de 200 metros de distância uma da outra. De acordo com o major Etevaldo Alves, comandante da Polícia Militar de Campo Maior, o grupo fez disparos com fuzis pelas ruas da cidade, na intenção de causar medo nos moradores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário